Do mundo da moda à prisão nos EUA: o caso de Renato Seabra, 15 anos depois
No início da década passada, em 2011, um jovem português ligado ao mundo da moda viu a sua vida dar uma volta irreversível. Renato Seabra, até então conhecido pelas passagens em desfiles e trabalhos como modelo, passou repentinamente a ser associado a um dos crimes mais chocantes da época.
O caso ganhou dimensão internacional após o homicídio de Carlos Castro, figura bem conhecida do espaço mediático nacional, que foi encontrado morto num quarto de hotel em plena Times Square, em Nova Iorque. A violência do crime e o contexto em que ocorreu provocaram uma onda de choque tanto em Portugal como nos Estados Unidos, dominando durante semanas as manchetes da imprensa.
Volvidos cerca de quinze anos sobre esse episódio, Renato Seabra continua a cumprir uma pena de 25 anos de prisão numa unidade prisional de alta segurança em território norte-americano. Com 36 anos, o antigo modelo enfrenta hoje uma realidade dura, marcada pelo isolamento prolongado, fragilidades ao nível psicológico e um contacto muito limitado com a família.
Distante do mediatismo e da vida que um dia levou, o seu nome permanece inevitavelmente ligado a um dos processos criminais mais mediáticos envolvendo um cidadão português fora do país, continuando a suscitar atenção e debate mesmo passados tantos anos.





