Tragédia nas Caldas da Rainha: casal morre intoxicado dentro de casa
Casal morre intoxicado por monóxido de carbono em casa nas
Uma tragédia marcou o início do ano no concelho das Caldas da Rainha, depois de um casal ter sido encontrado sem vida no interior da sua habitação, na sequência de uma intoxicação por monóxido de carbono. O caso está a chocar a comunidade local e volta a levantar sérios alertas sobre os riscos associados ao uso de fontes de aquecimento em espaços fechados.
Segundo informações apuradas, o alerta foi dado por familiares e vizinhos, que estranharam a ausência de contactos do casal ao longo do dia. À chegada das equipas de socorro, as vítimas já se encontravam em paragem cardiorrespiratória, não tendo sido possível reverter a situação, apesar das manobras de reanimação efetuadas no local.
As primeiras conclusões apontam para a libertação de monóxido de carbono no interior da casa, um gás extremamente perigoso, que não tem cheiro nem cor, tornando-se praticamente impossível de detetar sem equipamentos próprios. Tudo indica que a origem da intoxicação estará relacionada com o uso de um meio de aquecimento a combustão, utilizado para enfrentar as baixas temperaturas registadas nos últimos dias.
Os Bombeiros Voluntários e o INEM estiveram no local, tendo isolado a área e procedido às diligências necessárias para garantir a segurança. A Polícia Judiciária foi chamada para investigar as circunstâncias exatas da ocorrência, embora, para já, não existam indícios de crime, tratando-se de um trágico acidente doméstico.
Este tipo de intoxicação é particularmente perigoso porque os sintomas iniciais podem ser confundidos com mal-estar comum, como tonturas, dores de cabeça ou sonolência. Em muitos casos, as vítimas perdem a consciência antes mesmo de se aperceberem do perigo, o que torna a situação fatal em poucos minutos, sobretudo durante o sono.
As autoridades e os bombeiros reforçam, uma vez mais, a importância de nunca utilizar braseiros, grelhadores, fogões ou outros equipamentos de combustão em espaços fechados sem ventilação adequada. A instalação de detetores de monóxido de carbono é igualmente recomendada, especialmente em habitações que recorrem a lareiras, salamandras ou aquecedores a gás.
A morte deste casal deixou familiares, amigos e vizinhos profundamente abalados. Nas redes sociais, multiplicam-se as mensagens de pesar e de alerta, com muitos a recordarem que acidentes deste tipo continuam a acontecer todos os anos, sobretudo durante o inverno.
O caso serve agora como um duro lembrete de que o monóxido de carbono é um inimigo silencioso, capaz de provocar tragédias irreversíveis dentro de casa. As autoridades apelam à prevenção, à manutenção regular dos equipamentos de aquecimento e à adoção de medidas simples que podem salvar vidas.
Uma tragédia que enluta o concelho e que reforça a necessidade de atenção redobrada nesta época fria do ano.





